Em 1.115, Hugues de Payns, um nobre da Borgonha, e Godefrois de St. Omer, um Cavaleiro de Flandres, uniram-se a sete outros Cavaleiros para patrulhar a perigosa estrada de Jaffa a Jerusalém.
Eles haviam jurado, proteger os peregrinos e observar votos de pobreza, obediência e castidade, vestindo-se apenas de roupas velhas que lhes fossem dadas.
O Rei Baldouin I, impressionado cedeu-lhes uma das alas do palácio real, a mesquita de Al-Aqsa, construída, como diz a lenda, sobre o local do Templo de Salomão.
Daí vem o nome final, Ordem dos Pobres Cavaleiros do Templo de Salomão, ou Cavaleiros Templários.
Hugues, já chamado Mestre dos Cavaleiros do Templo, viajou à Europa, obtendo o apoio entusiasmado da maior autoridade espiritual da época, por acaso parente seu, mais tarde canonizado como São Bernardo.
Nas cópias sobreviventes, as regras da Ordem aparecem sob o comando do concílio e do venerável Padre Bernardo, o Abade de Clairvaux.
Foi o próprio São Bernardo quem elaborou as regras da nova Ordem, aprovadas no Concílio de Troyes, em 1.128.
É indiscutível que São Bernardo foi o mentor intelectual dos Monges – Guerreiros, os primeiros e autênticos Soldados de Cristo.
Praticavam o Silêncio e a maior simplicidade.
Rezavam uma Missa abreviada, com Salmos e Preces facilmente memorizáveis por homens que não sabiam ler.
Nos refeitórios, os Cavaleiros silenciosos sentavam-se em pares.
Comiam carne três vezes por semana e tomavam vinho em todas as refeições.
Enquanto comiam, escutavam trechos da Bíblia.
As Regras de São Bernardo foram a base de todas as Ordens Militares.
Porque ele definiu uma nova vocação.
Seus ideais foram expostos em um panfleto, De Laude Novae Militiae ( Em Louvro da Nova Cavalaria ), escrito para atrair recrutas.
Da noite para o dia, os Templários tornaram-se heróis.
As doações vieram dos Reis de Castela e Aragão, do Conde de Flandres e de muitos outros Príncipes.
Com essas doações, em pouco tempo, os Templários tinham propriedades não apenas em Jerusalém, mas em Antioquia e Trípoli ( Palestina ), Aragão ( Espanha ), Portugal e mais tarde , Inglaterra, Aquitânia, Poitou e Provence ( França ), Apúlia, Sicília e Gênova ( Itália ), Hungria, Grécia e Alemanha.
No seu auge, a Ordem teve mais de nove mil feudos em toda a Europa, fonte primeira de sua imensa riqueza.
Três bulas papais, Omne Datum Optimum, de 1.139, Milites Templi , de 1.144, e Militia Dei, de 1.145, estabeleciam os Templários como uma Ordem privilegiada, subordinada diretamente a Roma, respondendo exclusivamente ao Papa.
As Províncias, divididas em Comendadorias ou Preceptorados, serviam de base para recrutar e treinar e de Sede Administrativa das propriedades da Ordem na Província.
A Ordem era dividida em três Classes :
A Primeira Classe era dos Cavaleiros, obrigatoriamente nobres de origem.
Utilizavam um Manto Branco, mais tarde adornado por uma Cruz Vermelha.
A Segunda Classe eram os Sargentos, provinha da Burguesia, e tinha como funções, homens de armas a cavalo, sentinelas e morodmos.
Utilizavam um Manto Preto ou Marrom, também depois adornado com a Cruz Vermelha.
A Terceira Classe era dos Clérigos, os Capelães da Ordem.
Aos contrário dos demais, não usavam barba.
Utilizavam um Manto Verde, também adornado com a Cruz Vermelha.
Em sua forma final, por volta do Século XIII, o Grão-Mestre era o posto mais alto na Hierarquia Templária.
Seguia-se :
O Grão-Mestre era escolhido por uma elaborada combinação de Voto e Sorteio, para assegurar a imparcialidade.
O Estandarte Templário chamava-se : Beau Séant.
E seu Lema Templário era e ainda é :
Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini tuo da gloriam.
Não a nós, Senhor, não a nós, mas dá a glória ao teu nome.
( Salmo, 115,1 )